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Venda de scooters dispara 30% e consolida avanço no mercado brasileiro em 2026

A produção de scooters no Brasil cresceu 30% em maio de 2026, atingindo 18.888 unidades. O segmento já representa 9,3% da indústria nacional, impulsionado por modelos da Honda e Yamaha.

A preferência dos brasileiros pelos scooters segue em trajetória de ascensão no setor de duas rodas. De acordo com informações apresentadas pela Abraciclo, o segmento obteve uma alta de 30% na produção durante o mês de maio de 2026, quando comparado ao mesmo mês do ano anterior. O dado confirma a categoria como uma das frentes de maior expansão na indústria nacional.

Ao longo do quinto mês do ano, as linhas de montagem no Polo Industrial de Manaus (PIM) entregaram 18.888 unidades de scooters, superando as 14.530 fabricadas em maio de 2025. Em relação a abril deste ano, que registrou 18.165 veículos produzidos, o crescimento foi de 4%. Esse índice de desempenho ultrapassa significativamente a média geral do setor motociclístico, que apresentou evolução de 8,2% no mesmo intervalo.

Categoria apresenta expansão acima da média do setor

No acumulado entre janeiro e maio de 2026, as indústrias instaladas em Manaus somaram 86,5 mil scooters fabricados, montante 14,6% maior que o volume do primeiro semestre de 2025. Embora as categorias Street, Trail e Motoneta ainda liderem em números absolutos, o segmento de scooters amplia sua fatia de mercado de maneira constante.

Atualmente, esses modelos já respondem por 9,3% de toda a produção nacional de motos. O cenário evidencia uma mudança comportamental do consumidor, que busca no scooter uma solução funcional para a mobilidade nos centros urbanos. A praticidade para lidar com o tráfego intenso das metrópoles é o principal atrativo citado.

Fatores que impulsionam o sucesso dos scooters

A consolidação desta categoria é explicada por um conjunto de diferenciais técnicos e econômicos que atraem o público, tais como:

  • Facilidade na pilotagem;
  • Presença de câmbio automático;
  • Economia no consumo de combustível;
  • Compartimentos internos para carregar objetos;
  • Conforto ergonômico para trajetos urbanos;
  • Baixo custo operacional e de manutenção.

O perfil dos compradores também se diversificou. Além dos novos condutores que buscam agilidade diária, motociclistas com anos de experiência têm optado por scooters para deslocamentos dentro das cidades, ampliando a base de clientes do segmento.

Domínio da Honda e Yamaha e entrada de novos players

O aquecimento do mercado é sustentado por modelos emblemáticos das líderes do setor. A Honda mantém o maior volume de vendas com os modelos PCX 160, ADV 160 e Elite 125. Já a Yamaha garante sua competitividade com foco em tecnologia e esportividade, destacando os modelos NMAX Connected, ZR Hybrid Connected e Aerox 160.

Esse potencial de crescimento também estimula a entrada de novas marcas. A Zontes, por exemplo, iniciou a produção em Manaus do modelo 368G, que une o estilo aventureiro à conveniência urbana. Paralelamente, nota-se um investimento crescente de fabricantes asiáticas em eletrificação, trazendo opções híbridas e elétricas para o catálogo nacional.

Evolução tecnológica transforma o segmento

O estigma de que os scooters seriam veículos restritos a nichos ou trajetos curtos ficou para trás. Com o avanço da engenharia, os modelos atuais oferecem motores potentes aptos para rodovias, além de recursos de segurança e tecnologia de ponta, como controle de tração, frenagem ABS, conectividade digital e até para-brisas com ajuste elétrico.

Com o agravamento dos congestionamentos e a demanda por mobilidade eficiente, a indústria prevê que a tendência de alta se mantenha. O salto de 30% em maio ratifica que o scooter deixou de ser um produto complementar para se tornar um pilar estratégico do mercado de motocicletas no Brasil.

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