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Ducati Elétrica: Patente revela motor de 18.500 rpm e design inovador

A Ducati revelou patentes de sua futura superbike elétrica, apresentando um motor de 18.500 rpm e uma arquitetura vertical inovadora para manter a agilidade da linha Panigale. O projeto herda tecnologias da V21L, focando em performance e ergonomia para as estradas.

A Ducati movimentou o setor automobilístico ao registrar patentes que detalham os planos técnicos para sua primeira motocicleta elétrica de rua. Publicados em 22 de abril de 2026, os documentos revelam que a fabricante de Borgo Panigale pretende transferir a performance das pistas para o mercado consumidor, mantendo o DNA esportivo da marca.

Engenharia vertical contra o excesso de peso

Para solucionar o desafio do volume das baterias, que costumam comprometer o peso e a largura das motos elétricas, a Ducati desenvolveu uma arquitetura de empilhamento vertical. A estratégia consiste em sobrepor os componentes de controle e eletrônicos para manter o chassi estreito.

O objetivo central desse design é replicar a ergonomia e a agilidade da linha Panigale a combustão. Ao evitar o alargamento da silhueta, a marca garante que o handling — a capacidade de resposta em mudanças de direção — permaneça como o pilar da experiência de condução.

Performance técnica: 18.500 rpm e transmissão sofisticada

Os detalhes mecânicos da nova patente impressionam pelos números e soluções aplicadas:

  • Motorização: O propulsor elétrico de alta performance é projetado para atingir 18.500 rpm.
  • Sistema de Redução: Uma transmissão de engrenagens multiestágio foi desenhada para converter a alta rotação em torque eficiente na roda traseira.
  • Transmissão Final: A potência será entregue via corrente, preservando a resposta direta exigida por motociclistas esportivos.
  • Estratégia de Sensores: De forma atípica, o sensor de posição foi instalado em um dos eixos da caixa de transmissão, e não no motor, visando otimizar o espaço e a centralização de massas.

A herança da V21L e o prazo de lançamento

Embora o projeto beba diretamente da fonte da Ducati V21L, protótipo utilizado no Mundial de MotoE, a nova patente foca na durabilidade e na integração visual necessária para o uso em estradas. A marca busca evitar o aspecto estético de componentes “pendurados”, prezando pela harmonia visual.

Apesar do avanço documental, a Ducati reitera que a tecnologia de baterias atual ainda não atingiu a relação peso-potência ideal para um modelo de série. Assim, a patente funciona como uma declaração de intenções tecnológica. A fabricante de Bolonha sinaliza que só entrará no mercado quando puder garantir que sua moto elétrica curve e freie com a mesma excelência de seus modelos tradicionais.

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